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Aqueles que buscam
Pensar equivale a buscar. E é precisamente essa busca contínua que distingue os homens no nível espiritual. Existem aqueles que já sabem e, portanto, não buscam mais, e que, para valorizar o que sabem, tentam impor a sua própria visão sobre todas as outras, demolindo qualquer diversidade — e que, por isso, podem ser definidos como «dogmáticos», sejam eles dogmáticos eclesiásticos ou dogmáticos racionalistas. E existem aqueles que, ao contrário, ainda buscam: ou porque até agora não encontraram, mas sentem que não foram feitos para o nada; ou porque encontraram, mas sentem que ainda há muito mais a descobrir; ou porque aquilo que encontraram é apenas um caminho que está bem longe de ser identificado com a meta definitiva; ou porque tinham encontrado e agora sentem que estão perdendo pelo caminho algumas conquistas que parecem não se sustentar mais; ou quem sabe por quais outros motivos.
A verdadeira diferença diante do sentido da vida está entre quem busca — e, buscando, valoriza as buscas alheias — e quem não busca — e, não buscando, despreza as buscas alheias. A verdadeira diferença entre os seres humanos, independentemente de suas ideias definidas, depende da percepção do mistério: é daqui, de fato, que deriva a busca contínua pela mensagem fundamental da vida.
